É, este texto tem o título de um louvor evangélico, e é bem verdade, eu não sou evangélica. Mas este texto é sobre como Deus nos fala através das pessoas e como isto tem sido presente em minha vida.
Eu já contei pra vocês que muita gente tem me procurado para desejar coisas boas - algumas até para reaver antigas situações, ou pedir perdão como se eu fosse morrer amanhã - é até um pouco assustador, porque surge gente todo o tempo. O que eu não contei pra vocês é que eu havia perdido a fé nas pessoas. Eu não mencionei que há meses atrás, repleta de desilusões pessoais no ambiente de trabalho, e até na minha família, eu perdi a fé nesse negócio de amor ao próximo, de doação, amizade e tudo o mais que possa depôr a favor das relações humanas de afeto e verdade. Pra me chacoalhar, confesso, teria que ser uma mão pesada. Talvez ela tenha vindo em forma de doença.
Então a doença chegou e muita gente passou a se aproximar. E quando eu digo muita gente, estou falando de quem não se espera, uma vendedora da loja que frequento que ora por mim e me manda louvores diariamente, estou falando da ajudante de uma tia que mora no interior do Rio Grande do Sul e me envia recados de energia, gente que não me abria um sorriso nos corredores da faculdade, gente que não me olhava nos olhos, mães das amiguinhas da minha filha com quem nunca conversei, ex namorada do primo do meu esposo... MUITA GENTE, e uma coisa em comum: elas dizem que me admiram. Que sempre admiraram. Eu? Tão pequena e insignificante? Por que haveriam de me admirar? Onde estavam todas estas pessoas ontem, antes de tudo isto começar?
Pois é, elas estavam ali, mas os meus olhos já não podiam enxerga-las. Podia ver meus poucos amigos, repletos de doçura se apresentando diariamente, pois sabem de sua importância para que eu esteja em pé, e até amigos amados com quem a correria já não permitia tanto contato, estes eu sabia ver. Mas, a todos os outros não.
Que pena. Quanta coisa devo ter perdido. Que sorte. Quanta coisa não vou mais perder.
O que eu vou dizer agora pode soar bem clichê, fazer o quê, é a verdade que se apresenta para mim. Hoje refleti sobre estas pessoas que consegui enxergar; e ouvi a voz do meu coração, que se não for Deus, deve ser algum enviado seu. Interpretei a mensagem e percebi que é isto que eu quero ser. É isto que eu quero ter. Muito mais do que o título de super mãe, mulher bonita, organizada com um mestrado no jaleco. Eu quero ser o conforto de quem não tem batalhas tão maiores do que levar o dia a dia com um sorriso. Quero fazer a moça do caixa se sentir especial. Quero mostrar para uma senhora que sua história de vida tem valor. Desta forma, eu posso ver, tudo vai se encaixando. A vida tem até mais cor. Fazer cada minuto de vida se multiplicar na vida do outro. Afinal, é só isso que somos: vida.
2 comentários:
A vida ensina tanta coisa, basta que tenhamos mentes abertas para aprender. Crescimento, palavra de ordem. Acho que vc está pasaando por intensas revelações do quanto a vida, na verdade, é simples apesar de,muitas vezes, dura. Vc é linda,e eu sou uma dessas que te admira ♥
Aline amada, li tudinho, procurei saber.....quero te acompanhar nesta caminhada.....eu confesso, tive medo, não vou mentir...por muitas razões tive medo de ler....mas senti que devia....senti que isso ia me fortalecer...e não é que foi verdade? Também ando desanimada com as relações entre as pessoas, desanimada de um modo geral, e se a mão pesada veio para uma pessoa querida e próxima, pode ter certeza que respinga na gente também....de diversas formas....e já comecei a refletir aqui. Não sei mais o que escrever....não vou registrar palavras vazias, só para registrar....estou digerindo cada palavra tua....ahh sim, acho que é isso....foi edificante....quero que saibas que estarei orando por ti e por tua família. Você não esta sozinha....não esta! Quem escreve é a Cris, que veio do RJ.....da escola...espero que lembre....
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