Andar com fé eu vou,
Que a fé não costuma faiá...
domingo, 17 de julho de 2016
Hoje foi um pouco mais difícil que ontem. A dor física - pós cirúrgica - parece menor, mas o emocional pegou. Me vi no meio do poço, questionando o porquê desta situação, questionando o que eu fiz, questionando a minha força. Me permiti chorar na frente de quem quero parecer mais forte: meu esposo, meus pais. Por alguns momentos minha casa esteve em clima de funeral... Cheiro de café, as pessoas lá embaixo falando sobre as expectativas de vida com a doença, e eu aqui em cima, deitada, na inércia. E esse é só o meio do poço, eu sei disso. Sei também que vai ser importante me permitir chegar lá embaixo, chorar com aquela vontade de tirar o coração pra fora pra tentar fazer parar de doer lá dentro - como quando meu Dindo se foi- e, então, deixar perceber que não há mais lágrimas, porque não há mais o porquê chorar. Tudo já está resolvido, é só preciso aceitar, e lutar. É provável que, no fim da batalha eu perceba que nunca estive mais viva! Eu acredito nisso: a chegada será enriquecedora... O caminho é que me amedronta. O caminho é o desconhecido. Da chegada eu tenho certeza.
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